Papers by Luiz Arthur Pagani
Revista da ABRALIN, 2016
No presente texto, vamos apresentar uma dificuldade em relação a se empregar o cálculo de predica... more No presente texto, vamos apresentar uma dificuldade em relação a se empregar o cálculo de predicados de primeira ordem como modelo para a interpretação dos nomes próprios. A principal dificuldade reside na exigência de que as constantes individuais (a contraparte lógica associada aos nomes próprios) designem, numa mesma estrutura, exclusivamente um único indivíduo. A alternativa de se postular estruturas diferentes para cada uma das referências das constantes individuais (ou dos nomes próprios) também não resolve o problema, como se demonstrará aqui. A solução apresentada aqui é a da postulação de uma semântica dinâmica também para as estruturas (e não apenas para as atribuições de valores às variáveis, como normalmente ocorre na maioria dos sistemas da Semântica Dinâmica).
Gramática categorial e processamento lingïístico
Revista Letras, 1998
A conservatividade da denotaçcao de determinantes
Revista Letras, 2001
Palestra da VI Semana Acadêmica de Letras
O uso da lógica e da computaçáo na lingüística
Revista Letras, 2007
... | Ayuda. O uso da lógica e da computaçáo na lingüística. Autores: Luiz Arthur Pagani; Localiz... more ... | Ayuda. O uso da lógica e da computaçáo na lingüística. Autores: Luiz Arthur Pagani; Localización: Revista letras, ISSN 0100-0888, Nº. 71, 2007 , pags. 11-32. © 2001-2010 Universidad de La Rioja · Todos los derechos reservados. XHTML 1.0; UTF‑8.

Através da utilização de recursos computacionais, a tarefa de formalização das teorias lingüístic... more Através da utilização de recursos computacionais, a tarefa de formalização das teorias lingüísticas pode se tornar uma atividade menos árdua, devido à automatização do trabalho (que em sua maior parte passa a ser feito pelo computador) e mais precisa (pois a execução dos programas exige uma realização material), diferentemente da comprovação abstrata (Gedanken-processing-Shieber 1985: 192) que as formalizações lingüísticas anteriores exigiam. Além disso, e além também de ampliar as possibilidades do processamento da linguagem natural, a implementação computacional das teorias lingüísticas permite ainda a comparação entre teorias lingüísticas rivais, não só em relação ao grau de "computabilidade" de cada uma, mas principalmente quanto à quantidade de recursos computacionais que cada teoria exige para sua implementação. Assim, do ponto de vista computacional, uma teoria lingüística seria mais econômica à medida que fosse mais "computável" e que exigisse métodos computacionais menos complexos. Com a intenção de ilustrar essa idéia, será apresentada aqui uma implementação da morfologia flexional regular para os verbos do português, feita através de uma ferramenta computacional conhecida como "análise em dois níveis", desenvolvida no início dos anos 80 por Kimmo Koskenniemi-um lingüista computacional finlandês. Essa tarefa foi facilitada pelo uso do PC-Kimmo, um programa elaborado pelo Summer Institute of Linguistics, que é uma interface para o desenvolvimento de descrições com análise em dois níveis, e que está descrito por Antworth 1990.
O EFEITO LABIRINTO ALÉM DA SINTAXE: ELIMINANDO A AMBIGÜIDADE Garden-path effect beyond syntax: eliminating ambiguity
Revista da ABRALIN, Jun 30, 2011
Até hoje, muitos analisadores gramaticais constroem apenas uma análise sintática. Na tentativa de... more Até hoje, muitos analisadores gramaticais constroem apenas uma análise sintática. Na tentativa de reverter esta situação, revisaremos algumas implementações que também incluem alguma representação semântica; e, depois da identifi cação de algumas inadequações destas implementações, proporemos uma alternativa que se pretende mais consistente com as teorias semânticas modernas, baseada no cálculo de predicados e na redução-β.
Revista Letras, 2010
A lém de sua elegância formal, amplamente reconhecida, outra vantagem da gramática categorial é s... more A lém de sua elegância formal, amplamente reconhecida, outra vantagem da gramática categorial é sua compatibilidade com princípios psicolingüísticos de desempenho. Mais especificamente, essa gramática é perfeitamente adequada à chamada interpretação incrementai, segundo a qual "a nossa compreensão das sentenças é 'incremental', no sentido de que cada palavra sucessiva parece contribuir para a acumulação gradual do significado mais ou menos logo após ela ter sido encontrada" (Steedman, 1989, p. 463). Assim, o objetivo deste artigo é o de apresentar, na próxima seção, o conceito de interpretação incrementai e, logo a seguir, discutir a proposta de
d o i : h t t p : / / d x. d o i. o r g / 1 0. 5 0 0 7 / 1 9 8 4-8 4 1 2. 2 0 1 7 v 1 4 n 2 p 2 0... more d o i : h t t p : / / d x. d o i. o r g / 1 0. 5 0 0 7 / 1 9 8 4-8 4 1 2. 2 0 1 7 v 1 4 n 2 p 2 0 0 8
In this paper the shift-reduce parser will be presented as a model for th human parsing preferenc... more In this paper the shift-reduce parser will be presented as a model for th human parsing preferences, as predicted by the principles of Minimal Attachment and Late Closure. The latter follows from solving shift-reduce conflicts in favour of shifting, and the former from solving the reduce-reduce conflicts in favour of the rules that consume the most quantity symbols on the stack.
No presente texto, apresentamos a solução que Ilari oferece, no início dos anos 80, para problema... more No presente texto, apresentamos a solução que Ilari oferece, no início dos anos 80, para problemas de interação entre uma anáfora nominal e outra que Ilari chama de prossintagma verbal, em sentenças como Pedro surpreendeu sua mulher e Antônio fez o mesmo, para a qual há três interpretações em relação a que mulher está sendo surpreendida por quem: 1) a de Pedro por Pedro e por Antônio (leitura de identidade estrita); 2) a de Pedro por Pedro, e a de Antônio por Antônio (leitura de identidade fajuta); ou 3) a mulher de um terceiro homem por Pedro e por Antônio (leitura dêitica). Na seqüência, avaliaremos a proposta de Ilari; e, como acreditamos que haja atualmente uma solução melhor dentro da Gramática Categorial (modelo escolhido por Ilari), indicaremos as insuciencias da solução inicialmente proposta e sugerimos uma nova alternativa, baseada no conectivo categorial denido por Jäger.

httpXGGpeopleFufprFrG£rthur rthurdufprFr 1 Introdução Apesar de não ser um modelo de análise ling... more httpXGGpeopleFufprFrG£rthur rthurdufprFr 1 Introdução Apesar de não ser um modelo de análise lingüística tão conhecido como a Gramática Gerativa, ou mesmo como alguns paradigmas alternativos adotados em áreas especícas (como a Head-Driven Phrase Structure Grammar e a Lexical-Functional Grammar, na Lingüística Computacional; ou a Gramática Funcional, na Lingüística Antropológica), a Gramática Categorial (GC) tem atraído alguns lingüistas ao oferecer uma relação transparente entre as operações sintáticas e suas respectivas interpretações semânticas. Além disso, a GC ainda dispõe de boas ferramentas para a indagação sobre a ontologia categorial necessária à investigação lingüística; ou seja, ao contrário da Gramática de Estrutura Sintagmática (GES), na GC as categorias não precisam ser arbitrariamente estipuladas, já que elas podem ser recursivamente denidas a partir de algumas poucas categorias básicas. Assim, um dos objetivos do presente artigo é o de fazer uma breve apresentação da GC, principalmente em relação à mencionada transparência entre análise sintática e interpretação semântica. No entanto, além de apresentarmos as derivações no chamado estilo de Prawitz, que tem sido amplamente adotado pela GC, introduziremos também uma outra maneira de se representar as derivações: através da chamada Estrutura de Características (EC). Além de representar as mesmas informações derivacionais do estilo de Prawitz, a EC ainda permite unicar num único ambiente representacional todas as etapas do processo da análise gramatical: todo o léxico, todas as regras categorias e, como dissemos, a própria análise gramatical. Dessa forma, a única operação empregada para construir uma análise gramatical é a unicação. 2 Gramática Categorial e Diagrama de Prawitz 2.1 Modelo AB Numa das primeiras versões do modelo AB (assim chamado em homenagem a seus precursores: Ajdukiewicz e Bar-Hillel), a GC dispunha apenas de duas categorias básicas e uma única regra de aplicação sem direcionalidade [1]. Um exemplo desse tipo de análise gramatical pode ser visto no diagrama da Figura 1. (Na verdade, na Figura 1 já estamos empregando a notação direcional; o sistema categorial de Ajdukiewicz não era direcional porque seu objeto era a notação polonesa para o cálculo de predicados, onde a expressão funcional sempre aparece mais à esquerda seguida por seus argumentos, de forma que a questão da direcionalidade não se aplica.) * Este texto foi publicado originalmente na revista Letras, 60 : 385410, em 2003; nesta presente versão, foram feitas as correções de alguns pequenos erros que saíram na versão publicada.
No presente texto, apresentamos uma proposta alternativa para a análise da interação do escopo de... more No presente texto, apresentamos uma proposta alternativa para a análise da interação do escopo de expressões quantificadas, sem que as expressões precisem ser movidas. As interpretações são obtidas através de operadores de escopo, expressos por termos-λ puros; são precisos dois pares de operadores: um para a relação entre sujeito e predicado e outro para a ligação entre o verbo e seu objeto direto.
Um analisador gramatical (que em inglês é chamado de parser) pode ser inicialmente caracterizado ... more Um analisador gramatical (que em inglês é chamado de parser) pode ser inicialmente caracterizado como um mecanismo que aplica um conjunto de especificações que determinam uma língua a uma expressão lingüística para deduzir alguma informação sobre esta última. Em outras palavras, as expressões lingüísticas são associadas a análises gramaticais (parsing, em inglês) estabelecidas pela gramática daquela língua, e o analisador gramatical é justamente o que permite essa associação entre a expressão e sua respectiva análise através de uma gramática.
Apresenta-se aqui uma nova implementação em Prolog para a operação de redução-β, parte do cálculo... more Apresenta-se aqui uma nova implementação em Prolog para a operação de redução-β, parte do cálculo-λ importante para a semântica composicional, e que não apresenta o mesmo defeito das implementações de Pereira & Shieber e de Blackburn & Bos (em ambas, as variáveis ligadas pelo operador-λ acabam instanciadas com constantes, o que inviabiliza a manutenção do histórico derivacional das reduções).
1 Psicolingüística computacional O trabalho que será apresentado aqui pode ser classicado no que ... more 1 Psicolingüística computacional O trabalho que será apresentado aqui pode ser classicado no que se tem chamado de Psicolingüística Computacional (PLC). Apesar de ter recebido esse nome há pouco tempo [5], a área não é nova: descontada a antiga comparação do funcionamento do ser humano com o das máquinas (que na biologia levou a se cunhar termos como sistema nervoso e sistema circulatório), desde os primórdios das ciências cognitivas se explora a controversa metáfora da mente como computador. No entanto, para a PLC, o termo computador deve ser entendido num sentido mais etimológico (ou seja, o de algo que coloca coisas juntas, como no termo máquina de Turing), e não apenas como aqueles equipamentos diante dos quais nós redigimos os nossos textos ou navegamos pela Internet.
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